Twitter CGTOTAL

Posting tweet...

Powered by Twitter Tools

Vertigem no arranha-céu (2.5D e 3D)

Em 1932, o fotografo Charles C. Ebbets capturou esta que se tornaria uma das imagens ícones do século 20: Almoço no topo de um arranha-céu. Para seu azar, só muito recentemente sua autoria foi amplamente reconhecida. É uma fotografia que sempre me impressionou muito. Foi capturada durante a construção de uns dos prédios que compõem o Rockefeller Center, em Nova York. Na verdade ela faz parte de uma série igualmente interessante que pode ser vista na galeria desse site.

Neste estudo, procurei fazer uma homenagem a esses 12 caras pendurados (11 na viga e 1 atrás da câmera), criando versões 2.5D e 3D anáglifa para esta fotografia.

Na prática, a versão 3D continua sendo 2.5D. Esta é uma das técnicas que estão sendo empregadas para a conversão de filmes 2D para 3D digital. Atualmente estão sendo adaptados os seis Star Wars, Titanic e os três O Senhor dos Anéis, entre outros clássicos. Muito desse trabalho está sendo feito na Índia, onde existe mão de obra barata, muito competente e que fala inglês (o segredo do sucesso). Este artigo de Mark Seymour traz uma análise muito interessante sobre os limites e possibilidades desse tipo de conversão.

O resultado do meu estudo pode ser visto abaixo (a parte 3D precisa ser vista com óculos de lentes vermelha e azul ciano):

Vertigem: estudo sobre Almoço no arranha-céu (1932) from CG Total on Vimeo.

Entende-se por 2.5D uma animação criada a partir de um ambiente tridimensional composto por imagens planas, ou seja, o espaço virtual tem profundidade, mas os objetos contidos nele, não. O efeito é muito frequentemente usado hoje em programas de TV e documentários, para adicionar vida a fotografias, que por natureza são completamente chapadas (2D).

Criar uma animação 2.5D é bastante simples, mas trabalhoso. No caso, usei o Photoshop para editar o original, decompondo-o em camadas segundo sua distribuição espacial.

O problema real nesta etapa do trabalho não é apenas selecionar e recortar os pixels que formam os objetos, mas principalmente reconstituir o buraco que sua extração deixa para trás. A nova ferramenta de preenchimento inteligente do Photoshop CS5 ajuda bastante, mas não resolve tudo. Neste caso em especial, o mais trabalhoso foi a reconstituição da área que corresponde à interseção do cabo-de-aço com os homens e a viga.

É importante segmentar a imagem usando camadas do Photoshop e salvar tudo num único arquivo PSD.

A etapa seguinte é mais simples. Basta importar o arquivo PSD para o After Effects mantendo as camadas. Abre-se a composição que é criada automaticamente pela importação, cria-se uma câmera, transforma-se as camadas em 3D e modifica-se a posição de cada uma delas no eixo Z (profundidade), ajustando a escala para corrigir as distorções de tamanho. Feito isso, anima-se a câmera e temos um efeito 2.5D.

Criar o efeito 3d anáglifo é um pouco mais trabalhoso, pois implica em duplicar a câmera (olho esquerdo e direito) e usar o plugin 3d Glasses, que já vem After Effects CS5.

Talvez eu faça mais adiante um tutorial detalhado.

5 comments to Vertigem no arranha-céu (2.5D e 3D)

Deixe um comentário

 

 

 

Voce pode usar estes tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>